Pix vai mudar em agosto: veja as novas regras de segurança do Banco Central
O Banco Central anunciou mudanças no Pix para reforçar a segurança das transações, com novidades previstas para os dias 10 de agosto e 1º de setembro de 2026, voltadas ao combate a fraudes e ao aperfeiçoamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED). Diário do Comércio
O que muda no dia 10 de agosto
Uma das principais novidades é o bloqueio cautelar: os bancos poderão reter preventivamente por até 72 horas valores recebidos via Pix quando houver suspeita de fraude ou movimentação irregular. Além disso, os aplicativos bancários vão passar a ter um botão específico de contestação, permitindo à vítima acionar o MED direto pelo celular, sem precisar ligar ou esperar atendimento humano. A TARDE
As instituições financeiras também vão compartilhar entre si informações sobre o trajeto percorrido pelo dinheiro, o que deve acelerar o bloqueio de valores suspeitos e facilitar a devolução às vítimas. Segundo as novas diretrizes, casos de fraude comprovada poderão ter o dinheiro devolvido em cerca de 11 dias. A TARDE
O que muda no dia 1º de setembro
O Banco Central também ampliou de 30 para 80 dias o prazo para contestar uma devolução do Pix suspeita de fraude, mudança que entra em vigor em 1º de setembro de 2026. Essa regra vale principalmente para quem recebeu um Pix, teve o dinheiro devolvido pelo MED e desconfia que essa devolução foi pedida de forma fraudulenta — o comerciante ou recebedor passa a ter mais tempo pra contestar. Substack
Isso muda o uso do dia a dia?
As novas regras não mudam a forma de usar o Pix no cotidiano — é possível continuar fazendo transferências, pagamentos e outras operações normalmente, sem cobranças extras ou etapas adicionais. Diário do Comércio
Atenção: o que o MED não cobre
Vale lembrar que o Mecanismo Especial de Devolução só pode ser usado em casos de fraude comprovada, suspeita de golpe ou falha operacional da instituição financeira — ele não vale para transferências feitas por engano pelo próprio usuário, como enviar Pix para a chave errada. A TARDE
Fontes: Banco Central, Revista Fórum, Diário do Comércio