Pé-de-Meia: como funciona a poupança do governo para estudantes do ensino médio
Diferente da maioria dos programas sociais, o Pé-de-Meia não é uma renda mensal qualquer — é uma poupança educacional criada para incentivar estudantes da rede pública a não abandonarem o ensino médio.
Como funciona na prática
O programa deposita valores ao longo do ano letivo em uma conta digital aberta automaticamente em nome do estudante na Caixa Econômica Federal. Parte do dinheiro pode ser usada durante o ano, e outra parte fica retida como uma espécie de poupança, liberada de forma acumulada ao final de cada etapa concluída. A ideia é que, ao terminar o ensino médio, o jovem tenha um valor guardado para dar os primeiros passos — daí o nome do programa.
Quem tem direito
Para participar, o estudante precisa:
- Estar matriculado no ensino médio regular da rede pública, com idade entre 14 e 24 anos (ou entre 19 e 24 anos, no caso da EJA)
- Pertencer a uma família inscrita no Cadastro Único (CadÚnico), com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa
- Ter CPF em situação regular
- Cumprir frequência escolar mínima de 80% nas aulas
A participação é automática: quem atende aos critérios não precisa se inscrever separadamente, o MEC identifica os estudantes elegíveis a partir dos próprios dados do CadÚnico.
Pagamentos de agosto
Para os estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) que concluíram o primeiro semestre de 2026, o Incentivo-Conclusão está previsto para ser pago entre os dias 24 e 31 de agosto.
O que fazer se o benefício não cair
Se houver alguma divergência — erro na matrícula, inconsistência no CPF ou desatualização no CadÚnico —, o estudante pode consultar a situação na página oficial de consulta do Pé-de-Meia e buscar a correção diretamente na escola ou no CRAS. Já problemas ligados à frequência escolar devem ser resolvidos junto à própria escola.
Fique de olho no cadastro
Assim como em outros benefícios, manter o CadÚnico atualizado é o que garante a permanência no programa — e vale reforçar, mais uma vez, que isso vale tanto para o estudante quanto para a família responsável.
Fontes: Ministério da Educação (gov.br), Caixa Econômica Federal